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Uso do cinto é ignorado por passageiros do banco traseiro

Se o cinto de segurança não fosse para usar, não deveria estar presente nos carros. O cinto é como uma das peças fundamentais para o funcionamento do veículo, se não está sendo usado adequadamente, o transporte apresenta falhas. Assim deveria ser, mas motoristas e passageiros insistem em confiar na sorte e não usam o cinto de segurança.

Dados coletados pela Ford e divulgados neste ano revelam que na Europa, mais de um terço das pessoas, dos 7 mil motoristas consultados não usam o cinto de segurança quando viajam no banco traseiro. O uso do cinto no banco da frente, contudo é mais respeitado e tornou-se um hábito para a maior parte dos motoristas.

O levantamento ainda revelou que na Europa, 46% das pessoas com mais de 40 anos não dão importância ao uso do cinto no banco traseiro. Já entre os participantes da pesquisa com idade inferior a 24 anos, somente 21% assumiram não ter esse costume.

É importante criar o hábito de sempre colocar o cinto quando entrar em qualquer veículo e, principalmente, acostumar a família também a usá-lo. Criar uma cultura de prevenção é uma das formas de evitar acidentes de trânsito.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Conselho Europeu de Segurança nos Transportes, só em 2012 o cinto de segurança ajudou a evitar 8.600 mortes no trânsito na região. A entidade também informa que, das 1.900 pessoas que morreram nas estradas da Europa durante o ano de 2013, cerca de 60% não usavam o cinto de segurança.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), todos os passageiros de um veículo devem usar o cinto de segurança. Deixar de usar o cinto é infração grave, que prevê 5 pontos na carteira e multa de R$ 127,69.

Fonte: Portal do Transito

Pedestres não são respeitados no trânsito

Sabe aquela famosa frase divulgada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) durante a Semana Nacional de Trânsito de 2005 que dizia: No trânsito, somos todos pedestres? Pois é, mas muitos motoristas, motociclistas, caminhoneiros, ciclistas se esquecem de que, antes de estarem em seus veículos, todos eles já foram pedestres.

Os dados confirmam essa realidade. Uma pesquisa realizada pela Allianz Seguros no ano passado revelou que os pedestres são maioria entre os mortos em acidentes de trânsito, sendo que 20 mil deles morrem todo ano ao redor do mundo. Outro estudo realizado pela Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo feito em 2011 mostra que apenas pouco mais de 10% dos motoristas respeitaram a prioridade dos pedestres.

Não respeitar o pedestre é uma infração de trânsito, prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro, artigo 214 que diz que deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado, estando na faixa a ele destinada; que não tenha concluído a travessia mesmo que ocorra sinal verde para o veículo ou portadores de deficiência física, crianças, idosos e gestantes é uma infração gravíssima, com valor de R$ 191,54 e acréscimo de 7 pontos na carteira.

De fato, o respeito a faixa de pedestres “não pegou”. Isso porque no último mês esse símbolo no trânsito completou 18 anos. Essa medida foi adotada inicialmente em 1997, em Brasília que, aliás, juntamente com Gramado, no Rio Grande do Sul e Balneário Camboriú, em Santa Catarina são vistos como modelos no respeito à faixa, exemplo que deveria ser seguido em todas as localidades do país.

Medo de dirigir? Como vencer a “síndrome do carro na garagem”

De acordo com pesquisa realizada pela psicóloga Neuza Corassa, autora do livro “Vença o Medo de Dirigir”, e diretora do Centro de Psicologia Especializado em Medos (CPEM), em Curitiba, entre o total de vítimas da chamada “síndrome do carro na garagem”, 85% são mulheres, entre 30 e 45 anos, e 15% são homens. Estimativas apontam que entre 7% e 8% da população mundial apresenta essa fobia, mais comum entre as mulheres e, segundo alguns estudos, a proporção de mulheres pode chegar a 92%.

As pessoas com medo de dirigir são extremamente responsáveis, ao assumirem um compromisso, dão conta dele. São confiáveis, organizadas, detalhistas, sensíveis e inteligentes. Preocupam-se com os outros, com os problemas dos outros e procuram não machucá-los. Porém não gostam de críticas. A crítica alheia pode magoá-las, irritá-las. Além disso, não admitem errar, segundo a pesquisa de Corassa ao longo da prática clínica e pesquisas aplicadas.

Para vencer esse medo, listamos aqui algumas dicas essenciais:

Autoconhecimento e autocontrole: busque ser menos exigente;

Atividades: faça exercícios físicos ou relaxamento muscular para diminuir a ansiedade;

Aproxime-se de seu carro: mesmo na garagem, comece aos poucos para se familiarizar;

Inicie pequenos trajetos: preferencialmente em horários sem movimento e em ruas tranquilas.

Torne o ato de dirigir uma tarefa a ser realizada: Marque em sua agenda pelo menos duas vezes por semana para conduzir seu carro.

Aos poucos, aumente a distância dos trajetos: Quando perceber que a ansiedade durante o percurso é nula, ande quarteirões, depois pelo bairro.

Não se assuste com a continuação de alguns sintomas: taquicardia, boca seca ou mãos trêmulas. Eles tendem a diminuir com o tempo e a prática.

Convide um amigo para acompanhá-lo: apenas se ele for calmo e não privar sua liberdade como motorista.

Fonte: Portal do Transito

Simulador vai ser obrigatório a partir de 31 de dezembro nas autoescolas

Aluno vai precisar fazer 25 horas de aula prática: 20 no carro, quatro à noite, e cinco horas no simulador, uma delas no modo noturno.

Lembra daquela resolução que obrigava a autoescola a ter um simulador para o aluno tirar a carteira de motorista? Pois é, esse assunto voltou. E o simulador vai ser obrigatório a partir de 31 de dezembro.

Aprender na rua e também pelo computador. É a volta do simulador de direção veicular. “Não chega assim sem a noção. Então a diferença é bem legal”, destaca uma aluna.

É a terceira decisão do Conselho Nacional de Trânsito sobre o assunto. Em 2012, o Contran decidiu pela obrigatoriedade. No ano passado, suspendeu a decisão. E, agora, o simulador voltou e será obrigatório a partir de 31 de dezembro.

O aluno vai precisar fazer 25 horas de aula prática: 20 no carro, quatro à noite, e cinco horas no simulador, uma delas no modo noturno.

O simulador reúne o maior número possível de situações para o motorista. Tem direção à noite, tem que ligar o farol. Na chuva, acionamos o limpador de para-brisa. A subida exige o controle de embreagem, senão o carro morre. Tudo para sair dali e chegar no trânsito mais preparado e até mais confiante, antes de dar a partida num carro de verdade.

O equipamento custa cerca de R$ 40 mil. Novos motoristas de carros de passeio terão que passar pelo simulador. Para os outros, é opcional. A retomada do simulador dividiu especialistas.

“Tanto quanto um piloto de Boeing. Ele não vai pilotar um Boeing antes de passar pelo simulador, então a importância está aí, em pode fazer os testes sem comprometer a segurança de ninguém”, avalia Paulo Cesar Marques, professor de engenharia de tráfego – UnB.

“Para o aprendizado, o simulador não adianta nada ou praticamente nada, especialmente depois, quando ele tiver dirigindo na rua, para evitar acidente ou ter mais destreza em dirigir”, destaca David Duarte, especialista em trânsito.

Fonte: G1

SEMANA NACIONAL DE TRÂNSITO

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) definiu o tema da Semana Nacional do Trânsito 2015, que será “Década Mundial de Ações para a Segurança do Trânsito – 2011/2020: Seja você a mudança”. O foco será a mudança de comportamento como ação primordial para a redução de acidentes.

Segundo o Denatran, “é importante alertar que para mudar esse quadro dependemos da mudança de atitude de todos os atores no trânsito (pedestres, ciclistas, passageiros e condutores). O ator do trânsito deve ser tratado como alguém que tem o poder de decidir o seu destino e que é responsável pelas próprias ações e vai sofrer as consequências de suas escolhas”.

Prevista na Lei 9503, de 23 de setembro de 1997 – Código de Trânsito Brasileiro, a Semana Nacional de Trânsito, é comemorada entre os dias 18 e 25 de setembro, com a finalidade de conscientizar a sociedade, com vistas à internalização de valores que contribuam para a criação de um ambiente favorável ao atendimento de seu compromisso com a “valorização da vida” focando o desenvolvimento de valores, posturas e atitudes, no sentido de garantir o direito de ir e vir dos cidadãos.

A Semana deve ter uma abrangência nacional e mostrar a mudança de postura do governo frente a este assunto, além de ser um convite à participação de toda a sociedade no esforço para a redução de acidentes.

Fonte: Portal do Trânsito

Exame toxicológico para motorista profissional é regulamentado

O Ministério do Trabalho e Previdência publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 16, a portaria que regulamenta a realização dos exames toxicológicos em motoristas profissionais do transporte rodoviário coletivo de passageiros e do transporte rodoviário de cargas, previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). As novas regras entram em vigor em 2 de março de 2016.

De acordo com a Portaria nº 116, esses exames devem ser realizados previamente à admissão e por ocasião do desligamento do profissional. Os exames toxicológicos devem ter janela de detecção para consumo de substâncias psicoativas, com análise retrospectiva mínima de 90 dias.

Pelo exame são identificadas a presença ou ausência de maconha e derivados, cocaína e derivados (incluindo crack e merla), opiáceos (incluindo codeína, morfina e heroína), “ecstasy” (MDMA e MDA), anfetamina e metanfetamina, conhecida popularmente como “rebite”.

Pela regulamentação, é assegurado ao trabalhador o direito à contraprova e à confidencialidade dos resultados dos exames. O texto também ressalta que os exames toxicológicos não devem constar de atestados de saúde ocupacional nem estar vinculados à definição de aptidão do trabalhador.

Renovação de CNH

A partir de 01 de janeiro de 2016 também será exigido o exame toxicológico de larga janela de detecção para habilitação e renovação para as categorias C, D e E. O objetivo do exame é verificar se o motorista fez uso de drogas ou substâncias proibidas nos últimos 90 dias antes do teste e diminuir o número de acidentes nas rodovias brasileiras.

Através do laudo, a instituição médica credenciada vai atestar a aptidão do condutor. Aqueles que não se submeterem aos exames toxicológicos serão considerados inaptos temporários ou inabilitados até que apresentem o laudo negativo do exame. O laudo tem validade de 30 dias a contar da data que foi expedido.

Fonte: Portal do Trânsito

Um em cada três caminhoneiros dirige sob efeito de drogas ilícitas

São 6 horas em Santos. Hora do motorista Antônio Ozanam, de 49 anos, sair com seu caminhão carregado de laranjas em direção à cidade de Santa Adélia, no Interior. O horário de chegada é por volta das 13 horas. Momento de descansar? Que nada! Em pouco mais de uma hora seu caminhão está carregado novamente para ele partir em viagem de volta rumo à cidade litorânea, chegando no seu destino na madrugada do dia seguinte, às 2 horas.

“A vida é corrida demais”, diz ele. Todos os dias, a mesma rotina, passando pela Rodovia Washington Luís, que ‘corta’ Araraquara. A folga só vem no domingo. “Chego para minha mulher e digo apenas ‘até mais, querida’. É o meu momento de descansar da luta de toda a semana”, diz.

Para dar conta dessa rotina exaustiva, Ozanam confessa fazer uso de drogas, mais especificamente o ‘rebite’, nome popular da anfetamina, uma das drogas mais consumidas por caminhoneiros.
“Poucos não se drogam. Faz parte da nossa rotina. Mas se não aceitar fazer isso, como vou sustentar meus dois filhos?”, relata o caminhoneiro, confessando em seguida que compra as drogas nos postos pelo caminho. “Os próprios frentistas vêm nos oferecer’.”

O preço do ‘rebite’ é aproximadamente R$ 50, a cartela com 20 comprimidos. Ozanam diz que nunca usou cocaína, mas conta que seu irmão, também caminhoneiro, é usuário assíduo. “Ele dirige de São Paulo a Belém, no Pará. O coitado cheira mais que dirige”, relata.

Amanda Rocha/Tribuna
O motorista de caminhão, Antônio Ozanam, revela que dirige cerca de 20 horas todos os dias, quase sempre sob efeito do ‘rebite’
Outro caminhoneiro, em um posto de Araraquara – que pediu para não ser identificado – confessou ter usado cocaína quando tinha que dirigir de São Paulo a Brasília, no Distrito Federal. “Já cheguei a dirigir 24 horas seguidas”, revela. “Só com a droga mesmo para aguentar essa viagem.”

Um terço deles
Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) revelam que 34% dos caminhoneiros usam algum tipo de droga durante o trabalho, ou seja, um terço deles.

Contando apenas os caminhoneiros que transportam cargas perecíveis, como frutas e legumes, esse número sobe para 55%, ou seja, mais da metade. É o caso de Ozanam, que transporta laranjas para o mercado municipal de Santos.

O que ainda é mais alarmante é o fato de 73% terem feito uso de cocaína, bem mais que o ‘rebite’, até então a droga mais popular no meio.

Dura Realidade
Os dados apresentados mostram um cenário desolador e preocupante, que ocorre em todo o estado.
O médico sanitarista Rodolpho Telarolli Jr., tanto a cocaína quanto a anfetamina causam danos ao sistema cardio circulatório e o uso em excesso pode ser uma causa para infartos e derrames.

Para Márcio Servino, presidente do Conselho Municipal Antidrogas, não só os caminhoneiros, mas vários profissionais que atuam nas madrugadas costumam usar esse tipo de droga ilícita para se manterem acordados. “O risco de dependência é grande”, alerta.

Ministério do Trabalho pede exames
Uma decisão do Ministério do Trabalho tornou obrigatório, na contratação e demissão de motoristas de ônibus e caminhões, a realização de exame toxicológico, que identifica o uso de drogas. O exame pode ser feito através da análise do fio de cabelo, unhas e pele para detectar diversos tipos de drogas e derivados. O exame é capaz de detectar substâncias usadas em um período de tempo de três meses.

“Estou esperançoso de que essa lei possa moralizar esse setor. Tanto motoristas quanto as empresas terão de ficar mais atentos”, comenta Natal Arnosti Jr., presidente do Setcar.

Por que eles se drogam?
A carga horária exaustiva e desumana é o principal motivo alegado pelos motoristas para o uso das drogas.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) concorda com as alegações dos motoristas, dizendo que a culpa é das empresas que os contratam, pois dão a eles prazos exageradamente apertados e desumanos, o que acaba impondo que a viagem seja feita sem pausas.

Para Natal Arnosti Jr., presidente do Setcar (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de Araraquara e Região), há um sistema em que empresa, transportadora e o próprio motorista querem lucrar cada vez mais. “É uma das coisas erradas no País. É preciso mais fiscalização em todos os sentidos para evitar, além da sobrecarga ao motorista, mais acidentes”, diz.

Entretanto, Arnosti Jr. aponta que metade dos caminhoneiros é autônoma e faz o frete, particular, para as indústrias ou transportadoras. “O fato de ele ganhar por produção contribui para isso”, afirma.

Fonte: http://www.araraquara.com/noticias/cidades/cidades_internaNOT.aspx?idnoticia=1120690

Documento para guiar ‘cinquentinha’ passará a ser exigido; conheça tipos

A exigência por habilitação para conduzir as motos conhecidas como “cinquentinhas” começa a valer nesta quarta-feira (1º) em todo o Brasil. Quem descumprir cometerá infração gravíssima, com multa de R$ 574,62 (o valor é multiplicado por 3) e apreensão do veículo.

Para guiar “cinquentinha” será preciso ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A, para motos, ou a chamada ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores), um documento pouco conhecido do público e que tem baixíssima procura.

Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), até o fim de fevereiro, havia apenas 678 ACCs emitidas no país contra mais de 25 milhões de CNHs na categoria A. O Nordeste concentra os emplacamentos das “cinquentinhas”, mas, em Pernambuco, por exemplo, ninguém tirou ACC desde que ela foi liberada, há 8 meses.

“As próprias autoescolas induzem ao usuário a tirar a habilitação A, dizendo ser mais atrativa”, afirma Charles Ribeiro, diretor do Detran de Pernambuco e membro da Associação Nacional dos Detrans. A CNH do tipo “A” permite guiar qualquer tipo de moto, enquanto a ACC é restrita aos ciclomotores, ou seja, modelos de até 50 cc.

Curso mais curto
Por outro lado, tirar a ACC é mais rápido, porque são exigidas menos horas-aula.

Mas a maioria dos Detrans cobra os mesmos valores para emissão da CNH (veja ao fim da reportagem).

E nem todas as autoescolas estão prontas para dar o curso para ACC, admite Ribeiro, apesar de o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ter adiado em 3 meses a aplicação de multa aos não-habilitados justamente para que os Centros de Formação de Condutores (CFCs) se preparassem.

O que é?

Documento emitido pelo Detran que permite rodar com as cinquentinhas, que são motos com motor de até 50 cc. Com a ACC, não é permitido guiar motos mais potentes.

Ela tem o mesmo visual da CNH: em todas as carteiras de habilitação existe um campo chamado ACC, que será preenchido (para quem tem a CNH ele costuma ter uma tarja preta).

Como obter?

O processo é semelhante ao da obtenção da CNH, com curso e provas teórica e prática.

Mas o curso de ACC é mais rápido. No caso das cinquentinhas, são 20 horas/aula no curso teórico e 10 horas/aula para a parte prática.

Enquanto isso, para tirar a habilitação A são necessárias 45 horas/aula de teoria e 20 horas/aula de prática.

É mais barata?

Segundo levantamento do G1(veja ao fim da reportagem), na maioria dos estados as taxas cobradas pelos Detrans para emissão da ACC têm os mesmos valores da emissão da CNH do tipo A.

Em alguns estados do Nordeste, como Pernambuco, as taxas são menores.

“Em Pernambuco, Paraíba e Alagoas estamos autorizando o condutor a usar o seu próprio ciclomotor no curso, o que também ajuda na questão de preço”, diz Charles Ribeiro, diretor do Detran de Pernambuco e membro da Associação Nacional dos Detrans.

Além do valor da taxa de emissão, que é fixado pelos Detrans, são cobrados ainda os cursos da autoescola e exames médico e psicotécnico.

Fonte: http://g1.globo.com/carros/motos/noticia/2016/05/documento-para-guiar-cinquentinha-passara-ser-exigido-conheca-tipos.html

Sancionada lei que obriga farol baixo na estrada durante o dia

O presidente em exercício Michel Temer sancionou a lei que torna obrigatório rodar em estradas com o farol baixo aceso durante o dia. A mudança no Código Brasileiro de Trânsito (CTB) foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24) e, segundo o Ministério das Cidades, começa a valer em 45 dias, em 8 de julho, que é o prazo para os cidadãos se adaptarem às novas regras.

Temer vetou o artigo que dizia que a medida entrava em vigor na data da publicação por considerar que “sempre que a norma possua grande repercussão, deverá ter sua vigência iniciada em prazo que permita sua divulgação e conhecimento”. O veto será submetido ao Congresso.

Até então, o uso de farol só era exigido para todos os veículos durante a noite e em túneis, independentemente do horário do dia. Para as motos, o uso das luzes já era obrigatório durante o dia e a noite.

De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), a medida será válida para qualquer tipo de rodovia, incluindo as que passam por trechos urbanos e também em túneis com iluminação pública.

Multa e 4 pontos na CNH
O descumprimento será considerado infração média, com multa de R$ 85,13 e 4 pontos na carteira de habilitação. O valor subirá em novembro deste ano, assim como o de outras multas.

O projeto de lei foi proposto pelo deputado Rubens Bueno (PPS-PR), e relatado por José Medeiros (PSD-MT) no Senado. O parlamentar considerou que a imposição pode “aumentar” a segurança nas estradas.

“Trata-se da imposição de um procedimento bastante simples e de baixo custo que poderá aumentar a segurança nas estradas e assim contribuir para a redução da ocorrência de acidentes frontais nas rodovias e, consequentemente, salvar inúmeras vidas”, defendeu Medeiros.

Valor das multas subirá
Antes de ser afastada para o julgamento do impeachment, Dilma Rousseff sancionou, em abril, medidas que endurecem as punições para infrações de trânsito. O valor das multas subirá entre 52% e 66% em novembro deste ano.

Além disso, a punição para o motorista que for flagrado falando ou “manuseando” o telefone passará de média para gravíssima.

Veja os novos valores:
Infração leve
– De R$ 53,20 para R$ 88,38 (aumento de 66%)
Infração média
– De R$ 85,13 para R$ 130,16 (aumento de 52%)
Infração grave
– De R$ 127,69 para R$ 195,23 (aumento de 52%)
Infração gravíssima
– De R$ 191,54 para R$ 293,47 (aumento de 53%)

Fonte: http://g1.globo.com/carros/noticia/2016/05/lei-torna-farol-baixo-obrigatorio-em-estradas-durante-o-dia.html

O perigo da selfie em pista de rolamento

No país que é 1º em violência, mortes e sequelados no trânsito na América Latina e 4º no mundo em números absolutos, e em que a segurança no trânsito não é levada a sério, fazer, falar, orientar e prevenir sobre acidentes e sobre os riscos dos comportamentos inadequados, com frequência nos dá o título de chatos do trânsito. Pela minha rede de contatos acompanhei uma polêmica regada a bate-boca, insultos e ofensas por conta de uma foto de um grupo de adolescentes bem no meio da pista de rolamento de uma rodovia no Alto Vale. Não importa se era alguma BR ou SC, o que importa é que, de fato, era uma rodovia e nela trafegam veículos. Por mais que naquele momento enquanto todos faziam a foto a via estivesse vazia. Mas, o pior de tudo, e o que provoca essa reflexão é o fato de alguns pais não terem gostado nada do alerta e do questionamento: e se viesse um veículo em alta velocidade? Será que daria para o grupo de cerca de 10 adolescentes (alguns agachados) saírem a tempo de evitar o atropelamento em massa?

Não são poucas as notícias de pessoas que morreram atropeladas por veículos em ruas e rodovias aparentemente vazias ou em composições de vagões de trem durante uma selfie. Aliás, muitas mortes também já foram registradas pelos próprios donos dos cliques, seja dirigindo em alta velocidade ou em outras situações em que a atenção deveria ser máxima e as duas mãos e a atenção deveriam estar no volante ou no guidom da moto.

No caso de um grupo de pessoas sentadas em pista de rolamento para uma foto, a pergunta é: daria tempo das pessoas que estavam ajoelhadas, em inércia total, levantarem-se, colocarem-se de pé e iniciar a marcha de corrida até o acostamento?

O fato é que tudo no trânsito é muito rápido! Grande parte dos motoristas dirige muito rápido, tudo “acontece” ou é provocado em questão de segundos. Só o pedestre é que não é rápido por natureza. Em desabalada carreira e levando algum tempo para pegar impulso um pedestre comum que não seja o Usain Bolt alcança cerca de 10km/h somente. Os veículos sempre 5, 6, 7, 10 ou mais vezes do que isso em uma rodovia. Isso explica tantos atropelamentos. Ainda mais que em uma selfie ou em uma foto com mais pessoas, com algumas sentadas, ajoelhadas ou mesmo de pé em uma pista de rolamento de rodovia e de costas para um dos lados de onde pode “surgir” o veículo, a regra principal de ver e ser visto no trânsito foi ignorada no caso em questão.

Os veículos em movimento (e isso é pura lei da Física) mudam constantemente de posição. Trafegando a 144km/h um veículo percorre 40 metros por segundo e precisará de 120 metros até a parada total sem esbarrar em nada ou em ninguém. A 80km/h um carro percorre 22 metros em um único segundo (só o tempinho de piscar o olho). Em uma emergência, entre perceber o problema, tomar a decisão de frear, acionar o pedal de freio e o veículo parar totalmente, serão necessários, pelos menos, 70 metros.

No Brasil mais parece que funciona assim: se temos vias bem pavimentadas, aí é que o sujeito (e a sujeita) corre. Não são poucas as fotos e flagrantes das polícias rodoviárias mostrando autuações a 170 ou até mais de 200km/h em trechos movimentados de rodovias. Imaginem em trechos não movimentados.

Um dos adolescentes que estava na foto tirada sobre a linha contínua dupla que separava mão e contramão na rodovia em questão, ao ser alertado sobre os riscos de selfies ou fotos em grupo nas pistas de rolamento sequer entendeu o bom conselho. A um contato meu nas redes sociais, enviou por mensagem privada frases como “Ninguém solicitou a sua opinião” e “Vá cuidar da sua vida”. Ah, a juventude e os seus arroubos! Ainda precisamos encontrar uma linguagem que nos aproxime dos mais jovens e permita que compreendam os perigos da via e da vida!

Muitas vezes, não se trata de opinião, algo pessoal, que defendemos ou não conforme as nossas crenças. Trata-se de leis de trânsito que determinam que lugar de pedestres, isolados ou em grupos, não é ajoelhado em pista de rolamento fazendo pose para a foto. Ainda mais de costas para o perigo que pode vir a mais de 100km/h e ter como consequência um atropelamento coletivo.

Trata-se de “pura lei da Física”: você é um pedestre em posição de inércia total, com velocidade zero prestes a ser potencialmente atingido por um suposto veículo cujo condutor enxergue na pista vazia a oportunidade de acelerar até o talo do acelerador com velocidade muito acima da permitida e que vai colidir com o grupo de pedestres sorridentes para a foto em questão de segundos.

Trata-se da lei do bom senso: lugar de pedestre não é em pista de rolamento, em uma reta, sentado em cima da linha contínua dupla dando mole para o risco e para o atropelamento.

Mesmo em acostamentos o que não faltam são notícias de acidentes em que as pessoas são arrastadas por veículos em alta velocidade. Tanto é que as orientações de direção preventiva são de que ao parar em acostamento que o seja por motivo de emergência, em que o condutor deve ligar o pisca-alerta e afastar-se do veículo. Imaginem no meio de uma pista de rolamento, passarela exclusiva de veículos na mão e contramão.

Não se trata de cuidar só da própria vida porque no trânsito formamos uma rede de interações em que as consequências da imprudência de um afetará a vida de tantos outros além da vítima. Sim, nós os chatos e chatas do asfalto queremos continuar esclarecendo, orientando, sobretudo os mais jovens, que são os que mais morrem no trânsito brasileiro, e às suas famílias, que são as que mais choram diariamente a perda de vidas que poderiam ser poupadas.

Faça a selfie que quiser e eternize os melhores momentos da sua vida. Fotografe o almoço de domingo, o sushi de sábado, a alegria contagiante da juventude, só não fotografe sozinho ou em grupos no acostamento ou nas pistas de rolamento de vias urbanas e rodovias. Além de brincar com o perigo, há um grande risco de que seja a sua última foto.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/opiniao/educacao-de-transito/o-perigo-da-selfie-em-pista-de-rolamento/